"Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio. Que a morte daquilo que acredito não me tape os ouvidos e a boca. Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade silêncio... Que a música que ouço ao longe seja linda, ainda que triste... Que o homem que eu amo seja sempre amado, mesmo que distante. Porque metade de mim é partida mas a outra metade é saudade. Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a unica coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos. Por que metade de mim é o que eu ouço e outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora se transforme em calma e na paz que eu mereço. E que nessa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada. Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste e que o convívio comigo mesmo seja ao mesmo suportavel. Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso, que lembro ter dado na infância. Porque metade de mim é lembrança do que eu fui e a outra metade não sei. Que não seja preciso mais que uma simples alegria para me fazer aquietar o espirito. E que o teu silencio fale cada vez mais. Porque metade de mim é abrigo mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta mesmo que ela não saiba. E que ninguém tente complicar pois é preciso simplicidade para faze-la florescer. E QUE MINHA LOUCURA SEJA PERDOADA PORQUE METADE DE MIM É AMOR E A OUTRA METADE... TAMBÉM"

Oswaldo Montenegro - Metade











segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

É hora de mudar...

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